PERFIL DE ACTIVISTA 
Nome: Líria Muchanga

Actividade: Activista

Idade: 29 anos

Tempo livre: Cuidar da família

Características: Dinâmica e forte

Todos os dias às 4 horas da manhã, Líria Muchanga abandona o conforto da sua cama e se dirige ao Centro de Saúde 1º de Maio, na cidade de Maputo, para fazer campanhas de sensibilização sobre temas relacionados à saúde e prevenção contra o HIV/SIDA.

É nos centros de saúde das comunidades na província de Maputo capital de Moçambique que esta mais gosta de realizar a suas actividades.

O desejo de ver um utente a retomar aos cuidados TARV é um dos principais factores que a levam a não abandonar a actividade que considera ser de extrema importância para salvar vidas de milhares de pessoas que vivem com HIV/SIDA.

“Já salvamos muita gente aqui”, conta Líria Muchanga.

Líria Muchanga iniciou a sua actividade como activista da Associação Phuka U Hanya (Acorde e Viva) em 2017, um ano depois de ter deixado o Comité de Saúde pelo qual trabalhou nos centros de saúde de Malhangalene, assim como da Polana Cimento.

Um dia, enquanto ajudava nas actividades como voluntária do Comité de Saúde, alguém comentou sobre a Associação Phuka U Hanya. Ela se interessou pela actvidade e decidiu procurá-los.

 “Disseram que eles ajudavam outras pessoas doentes e eu queria fazer parte disso”, recorda. Por isso, não tardou. Procurou por eles. Desde então, Líria Muchanga nunca se arrependeu de exercer a sua actvidade e o apoio do esposo tem sido preponderante para continuar.

A cada dia que passa o amor pelo activismo tem estado a aumentar e com o passar dos anos, esta tem vivido histórias muito emocionantes de lutas e superação.

“Houve um caso de uma família que tinha abandonado o tratamento por conta disso o seu estado ficou debilitado. Nós fomos resgatá-los. Salvamos eles e isso me tocou bastante. E me toca até hoje quando salvamos pessoas. O que mais gosto neste trabalho é de estar a salvar almas”, referiu.

Líria Muchanga conta que um dos efeitos surpreendentes da suas actividade é o facto de ver tais famílias e pessoas que foram igualmente ajudadas a desejarem também ser activistas para ajudarem mais pessoas assim como elas foram aconselhadas a não abandonar o tratamento.

“Boa parte dos nossos activistas estiveram nessa condição. Eles eram pessoas que estavam aqui e abandonaram o tratamento, mas fomos resgatá-los e quando assim aconteceu eles também decidiram se juntar a nós. Isso é emocionante”, conta.

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