No contexto da eclosão e propagação da pandemia do Coronavírus (Covid-19), países de todo mundo foram desafiados a robustecer a capacidade socioeconómica para fazer face à procura dos serviços nacionais de saúde e protecção social por parte das vítimas do vírus, que à escala global, já causou a morte de mais de um milhão de pessoas. O cenário em questão, originado pelo coronavírus, tem agravado o sufoco da população moçambicana, sendo urgente que os dirigentes pautem por uma postura lúcida para responder aos principais problemas impostos pela pandemia.

Por outro lado, acreditamos que o actual contexto adverso – caracterizado por sufocos económicos e limitações da liberdade do individuo – exige dos dirigentes uma postura ético-moral e solidária para o com povo moçambicano, uma vez que este “é seu patrão”. Grande parte da população moçambicana vive em situação de extrema pobreza, e, à medida que o tempo passa, a mesma população corre altos riscos de empobrecer mais do que já está, devido ao agravamento da queda do crescimento económico, ao aumento da inflação, aos ataques militares no centro e norte do país, e à propagação do novo coronavírus.

No que toca à redução dos recursos de financiamento externo, alocados ao sector da saúde, o orçamento apresenta uma queda nominal de 5% e uma redução real de 11% em comparação com o orçamento de 2019, sendo que as alocações do sector diminuíram tanto como parte da despesa do Governo, quanto como parte do PIB. Isso é preocupante no contexto da actual pandemia do Covid-19.

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